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Início > Notícias > Kosovo: Testemunho de diagnóstico de EM: “Temia que fosse cancro”

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Este artigo é publicado no site da SPEM em parceria com a Plataforma Europeia de Esclerose Múltipla (EMSP), tendo sido inserido na segunda edição da Newsletter dos Membros da EMSP.

 

Por Labinot Demi

 

O meu nome é Labinot Demi, vivo no Kosovo e fui diagnosticado com Esclerose Múltipla em 2015. Porém, já experienciava sintomas relacionados desde 2013. Esta é a minha história pessoal.


Ao princípio, ignorei os sintomas de EM. Era o Presidente do clube de futebol FC Kosova Vushtrri que venceu a Kosovo Super League em 2014, uma estreia para a cidade. Em paralelo, estava a gerir uma agência de marketing com mais de 40 empregados. Demiti-me do clube e livrei-me desse fator de stress, mas rapidamente comecei a temer que tinha cancro. Estava a sentir dores na virilha e estava certo de que algo de errado se passava comigo.

 

‘A pior noite da minha vida’
Em agosto de 2014, fui pai, mas nessa mesma noite não conseguia sentir alegria. Urinei sangue. Em vez de se tornar na melhor noite da minha vida, acabou por ser a pior.


Recorri a mais de dez urologistas na minha região e fora do país, mas não recebi nenhum veredicto claro. Tornei-me depressivo e ansioso. Não conseguia estar sozinho e tive a sorte de encontrar um grande apoio na minha mulher. Passei a fazer terapia, mas continuava a sentir-me fatigado.

 

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Imagem: Labinot Demi (arquivo pessoal)

 

Por isso, passei de rezar a Deus para que não tivesse cancro a tornar-me o melhor amigo do Dr.Google, que me ensinou muito sobre EM. Passei depois por vários centros médicos na Macedónia, Sérvia, Kosovo, Itália e outros países.


A Associação
Consultei-me com outros neurologistas e fiz a Ressonância Magnética mais quatro vezes. Os médicos disseram-me que não tinha de começar a terapia de imediato já que tinha apenas uma pequena lesão ativa. Os sintomas também se tornaram menos frequentes.


Querendo chamara a atenção para esta doença, em 2016, comecei uma Associação de Esclerose Múltipla nacional. O meu objetivo era o de juntar pessoas que tivessem o mesmo problema. Comecei por ajudar outros com informação e alguma medicação. Ouvi ainda aqueles que tinham sido diagnosticados antes de mim. Encontrámo-nos quatro vezes nos primeiros seis meses, incluindo para assinalar o Dia Mundial da EM. A Associação já cresceu para 20 membros. A nossa ambição para o futuro próximo, é de nos juntarmos às redes e plataformas internacionais de EM.


Quanto a mim, continuo a trabalhar e mudei o meu estilo de vida. Jogo futebol três vezes por semana, controlo a minha alimentação e todos os dias aprendo algo novo sobre EM.

 

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